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sábado, 22 de junho de 2013

COIMBRA NA ROTA MUNDIAL


A distinção, merecida há muito, vem reflectir a importância desta cidade em Portugal e no mundo.  




domingo, 22 de janeiro de 2012

COIMBRA PIONEIRA


Coimbra vai ter a primeira turbo-rotunda de Portugal

A primeira turbo-rotunda de Portugal vai começar a ser construída no mês de Fevereiro, em Coimbra, graças a uma parceria entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal. O objectivo é diminuir o congestionamento e o número de acidentes.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

DOUTOR HONORIS CAUSA


Xanana Gusmão recebeu o grau de Doutor Honoris Causa

Foi com uma enorme emoção que no seu humilde discurso, falou de um mundo à deriva.


«É com incontrolável emoção que me encontro aqui perante vós. Foi uma surpresa que me acariciou o ego, que cada ser humano possui como reduto intocável, do bem e do mal. Talvez tenha sido uma escolha pouco merecida».

Xanana fez questão de sublinhar as relações entre o indivíduo e o colectivo, que devem ser regidas por princípios e valores que considera fundamental:

«A vida é, afinal, a relação do indivíduo com o exterior de si mesmo, na rotina da sua proximidade ou imbuída de elementos que abraçam a lonjura do espaço e dos tempos. A vida dispõe, ao indivíduo e ao colectivo, de opções que se afiguram modelarmente com ideias, princípios e valores, traduzidos em ética, moral, justiça, direitos».

No entanto, o antigo líder da resistência timorense durante a invasão indonésia diz que o mundo perdeu o rumo:

«Hoje, o mundo, no seu colectivo maior, perdeu o rumo porque só age por reflexo e perdeu a subtileza de ser humano, e tornou-se refém da padronização do seu activo íntimo, que é o acto de pensar, de conhecer e de entender para inspirar acções. A liberdade ficou subjugada pelos interesses dos poderosos, a democracia violentada para a defesa dos mais fortes, os direitos humanos espezinhados pelos interesses económicos e a justiça restrita aos segmentos mais frágeis de colectivos, compartimentados em cada país, por obediência a outros. O mundo necessita de coragem para romper com as barreiras dos interesses que, pretensamente globais, conduzem a actos de injustiça com que nos deparamos ou testemunhamos directa ou indirectamente».

segunda-feira, 18 de julho de 2011

UM OLHAR SOBRE COIMBRA



Coimbra é o destino escolhido para o início da viagem. Numa cidade fortemente moldada pelos estudantes e "outros turistas", era inevitável a visita à Universidade de Coimbra para conhecer os 30.000 livros da Biblioteca e a "Prisão Académica", ouvir uma tuna estudantil ou arranjar guarida numa República de Estudantes. Estes são apenas alguns exemplos dos "incidentes de percurso" de José de Pina, à descoberta do sentido de humor de cada cidade.
Julho 2010

domingo, 24 de abril de 2011

ANTÓNIO LUZIO VAZ 1941 - 2011

Como é apanágio da cegueira praxista das odes muitos vão ser os defeitos e os feitios, os méritos e os vícios, o legado e as sombras, que se vão escrever sobre o homem que durante três décadas foi o Administrador dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra.
A Academia mais tradicional há-de lembrar o Homem da Casa, o Orfeonista, o Advogado. A outra lembrará antes as centenas de estudantes que financiou semi-clandestinamente e ao arrepio da anémica lei das bolsas, os milhares de euros que conseguiu fazer chegar para a manutenção do património das Repúblicas e o seu desassombro quer na crítica quer no abraço. Depois de ver o serviço que administrava ser estrangulado do ponto de vista financeiro ainda teve a capacidade de mover as influências necessárias para que à frente deste órgão continuasse o homem de esquerda Jorge Gouveia Monteiro. A sua resistência à visão empresarial do ensino superior, a sua solidariedade com as exigências do movimento estudantil (mesmo nos momentos de grande conflituosidade) e a sua eterna paixão pelas Repúblicas de Coimbra vão ser linhas esquecidas das justas manifestações de saudade mas são seguramente três das grandes razões para se prestar a devida vénia na hora da sua despedida. O seu funeral terá lugar na próxima Terça-feira rumo ao cemitério dos Olivais. O corpo ficará em câmara ardente a partir das 17h00 de hoje na Igreja de S. José.

quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

LULA DA SILVA EM COIMBRA

Lula da Silva vai ser homenageado pela Universidade de Coimbra, com a atribuição do Grau de Doutour Honoris Causa. Além de entrar na história desta Universidade, é mantida a velha tradição em homenagear presidentes brasileiros.

sexta-feira, 25 de março de 2011

CONTESTAÇÃO ESTUDANTIL


A Constituição da República Portuguesa consagra, no artigo 45.º, o direito de reunião e de manifestação: «os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização».
Este preceito consubstancia direitos fundamentais, inseridos no conjunto dos direitos, liberdades e garantias pessoais, com a força jurídica prevenida no artigo 18.º, da CRP, isto é: - aplicabilidade directa e vinculação das entidades públicas e privadas; - possibilidade de restrição legal, limitada ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos e aos casos expressamente previstos na Constituição da República Portuguesa.
Todos nós temos, de facto, o direito de nos podermos manifestar e contestar mas, desta forma penso que não será muito dignificante quer para quem se manifesta quer para (neste caso) a Universidade de Coimbra, que está a ser lesada por este facto. Este "ar nómada", complementado com correntes e cadeado na Porta Férrea que é transmitido a toda a população em geral e aos turistas em particular, não trás vantagens a ninguém.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A EXPLICAÇÃO DOS GRITOS ACADÉMICOS

Como o meu Amigo Henrique Melo, um indefectivel Académico, me fez chegar esta explicação, entendi que este espaço é próprio para que todos os Krommus o saibam ou então se tiverem outra opinião que a exprimam aqui.
Mas acredito neste Amigo que, de certeza, espiolhou bem para que todos fiquemos mais ricos culturalmente, e por isso a sua transcrição ipsis verbis
Um abraço Krommático para ti, Henrique.

"F.R.A. - a origem


bom...

depois do Bono ter gritado um F.R.A. no estádio da Briosa, achei por bem perceber de onde vinha este grito que nos enche a alma, em Coimbra.

Uma curiosidade...

e VIVA A REPÚBLICA!!!!!!!!!!

"(...)´

A sigla F.R.A. , e o actual grito, parecem provir dos tempos conturbados da Crise Académica (Frente Revolucionária Académica ou Falange de Renovação Académica), inspirados, no FRA brasileiro (Frente Republicana Académica) que alguns estudantes cariocas, em finais do séc. XIX terão criado - grito esse que voltaria a fazer-se ouvir em Coimbra, pelos refugiados estudantes brasileiros, albergados na República dos Cágados.
Estes estudantes recriam a Frente Republicana Académica de outrora, sob a batuta de um tal Divaldo Freitas (grande divulgador do grito) gritando "FRA!", como acrónimo codificado, contra o regime de Getúlio Vargas (1883-1954), o qual chegára à presidência da república brasileira em 1934, instaurando uma ditadura com o golpe de Novembro de 1937.

Divaldo Freitas passará esse grito para os quintanistas de medicina da U Coimbra que, em 1938, o estreiam no jardim botânico da UC, rapidamente passando a todos os cursos que, nessa queima, o cristalizam e oficializam.
O grito passa, então, para diversos contextos, nomeadamente o do futebol, ouvindo-se nas partidas da "Briosa", como forma de incentivar, exteriorizar, expressar alegria ou, como no caso da crise de 1968, como lema reivindicativo e contestatário.

Parece provável, contudo, a ligação à ideia revolucionária até porque quando referia a parte do "Aos canhões; a rolar peças" (popularizado pela EUC), está presente esta ideia bélica que, ao que tudo aponta, se referiria ao famoso Batalhão Académico de 1808, num exercício de saudosismo histórico da participação e garra dos Estudantes de Coimbra na luta contra os exércitros napoleónicos (1ª invasão). Deste modo, tudo indica ter origem no espírito "revolucionário" que grassou em finais da década de 60 do século passado.

O jogo de vogais AEIOU poderá ser influência de um tema brasileiro conhecido da altura, de Vera Cruz.

Aliqua Vs Arriquá

...

Já no que respeita ao ALIQUA, dizer que o termo original, que é um pronome indefinido, é ALIQUIS (alguém, algo, algum), embora possa assumir-se como substantivo (aliquis, aliqua, aliquid – algum, alguma, alguém, algo, alguma coisa) ou, ainda, como adjectivo (aliqui, aliqua, aliquod – algum, alguma, algo).

É declinado como QUIS, mas com a adição do prefixo ali-: aliquis, aliqua, aliquod, com a única diferença que, no feminino, ele faz aliqua, e não *aliquae".

Pessoalmente, vejo isso como uma interpelação (recurso estilístico conhecido por Apóstrofe ou invocação), na ideia de arregimentar, chamar, congregar, reunir a atenção e vontades de todos e, por isso mesmo, a que está correcta.

Muitos pronunciam "ARRIQUÁ", mas é erróneo, pelo já explicado. Esta expressão, de que não consigo vislumbrar significância, poderá ter surgido por um facilitismo fonético (é mais fácil de pronunciar velozmente e é mais marcado e sonante).

CHIRIBIRIBI-TA-TA-TA-TA



Já o "CHIRIBIRIBI-TA-TA-TA-TA" é, ao que tudo indica, referente a uma Marcha Carnavalesca de Victor 34.115B, interpretada pelo "Bando da Lua", gravada em novembro de 1936 e lançada em dezembro de 1936.

Recordo que, em inícios do séc. XX, as festividades estudantis, nomeadamente os cortejos, eram conhecidos por "Carnavais de Estudantes" (ou termo similar), sendo, pois, lógico que conste do grito uma referência histórica a esse facto e que, no fundo, traduz o espírito de folia, alegria e festa.

Em Suma:

Uma coisa é certa: não há certezas, contudo julgo que esta explicação me parece a mais provável e verossímil (ou, pelo menos, há o cuidado de argumentar nesse sentido).

É óbvio que há coisas, nisto de gritos e afins, que podem nem sequer terem sido criadas com ideia de terem sentido ou explicação, mas terem saído assim só por acaso (mesmo se acredito pouco em acasos, neste particular).

Importa, julgo eu, que as pessoas reflictam sobre isto e sobre aquilo que gritam de peito cheio, de maneira a saberem o que dizem e por que o dizem.
Não deixa de ser curioso que parte substancial do grito seja uma importação (3 aspectos do mesmo provêm do Brasil), o que não nos menoriza, antes mostra a riqueza da nossa diáspora e da influência da nossa Universidade. (...)"