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domingo, 6 de maio de 2012

ENTRE O TUDO E O NADA

COMPANHEIRO DE VIAGEM 

É de choro e de riso que se atinge a perfeição universal. Mas se tudo a chorar seria uma monotonia, tudo a rir seria demasiado cansativo. Assim, uma boa distribuição entre lágrimas e gargalhadas acaba por trazer à alma do mundo o equilíbrio da vida. 

Quer queiramos ou não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o “tudo” que ficou para trás e o “nada” que temos pela frente. Instantes de uma vida que poderá ser comparada a uma viagem de combóio com muitos embarques e desembarques, salpicados de percalços e surpresas agradáveis em algumas estações e profundas tristezas noutras. Entramos nessa viagem ao nascer e acreditamos que os nossos companheiros se manterão sempre connosco nesta viagem. Infelizmente a realidade é outra. Há muitos que, por variadíssimas razões, nos vão deixando órfãos do seu carinho, da sua amizade e da sua companhia que para nós era insubstituível: os nossos pais. No entanto, outros acabam por entrar revelando-se muito especiais e importantes para nós. Há, ainda, aqueles que não sendo nossos irmãos ou amigos, se mostram sempre prontos para ajudar no que for preciso quem precisa. Depois, há aqueles que quando descem deste combóio, deixam uma permanente saudade. Não são como alguns que passam tão despercebidos que nem reparamos no lugar deixado vago. Para esses que nos são tão queridos e especiais, lamentavelmente já não nos poderemos sentar ao seu lado. Sentimos dor mas…não importa. Afinal, esta viagem é feita de desafios, sonhos, fantasias, esperas e despedidas, mas nunca de retornos. Por isso, tratemos de nos relacionar bem com todos, procurando o melhor em cada um. Não esquecer que em algum ponto do trajecto, poderá haver algum que vacile e que precise que o entendamos. Tratemos de tirar o melhor partido possível de tudo o que acontece, mesmo de uma catástrofe. Saber optimizar é pôr-se numa atitude positiva, animando os outros e reagindo bem à adversidade. No fim de tudo isto, o grande mistério é que nunca saberemos em que estação vamos sair, nem, muito menos, onde sairão os nossos companheiros e amigos, nem sequer aquele que está sentado ao nosso lado. Fico a pensar se quando se sai deste combóio, se sente nostalgia. Creio que sim! Acredito que ninguém gostará de se separar dos seus amigos ou filhos com quem se fez a viagem. É sempre doloroso. Mas fica o sentimento da esperança que, em algum momento, chegarei à estação principal e terei a grande emoção de os ver chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram. Também por isso, esforcemo-nos para que, quando chegar o momento de desembarque, o nosso lugar vazio deixe saudades e belas recordações para todos os que continuam a viagem. 

Provavelmente, o nosso amigo Beli, que agora desembarcou desta viagem, vai gostar de saber que todos os que o acompanharam até aqui vão continuar a perpetuar o seu sorriso, a sua maneira de estar, os seus momentos de felicidade, o seu nome e que, esteja onde estiver, o lugar deixado vago já transborda de saudade. Obrigado, Beli! 
Até sempre! 

[Texto adaptado] 
06.Maio.2012

sábado, 5 de maio de 2012

MORREU UM AMIGO!


"Todas as decepções são secundárias. O único mal irreparável é o desaparecimento físico de alguém a quem amamos." 

Autor - Rolland , Romain

domingo, 3 de julho de 2011

OS DA LINHA 4


Finalmente conseguimos que a fotografia chegasse até nós. Depois de corrigido o endereço informático, cá está ela a comprovar mais uma vez, a boa disposição com que estes tertulianos vão enfrentando a crise. Na mesa já pouco se vê mas, a verdade é que o Arroz de Polvo, foi corrido à colherada e à garfada, de tal maneira que nem o rasto dele ficou. Além disso, ainda houve tempo para "escalar" umas sardinhas assadas, não fosse o homem morrer de desejos. Escusado seria dizer que tudo isto foi regado com...bom, não digo para não parecer mal mas, bebeu-se...como de costume. Entretanto, durante o repasto, foi entregue a cada um dos presentes uma brochura personalizada sobre o grupo "Os da Linha 4", acompanhada de uma t-shirt com o famoso e saudoso "Eléctrico 4" estampado. Estamos em querer que este tipo de iniciativas será para continuar. Nesse sentido, já se está a trabalhar com vista ao próximo Natal. Até lá, o que nós desejamos é que todos tenhamos saúde para poder ir confraternizando. Porque afinal estão aí uns estatutos para cumprir e nós, cumpridores rigorosos deste tipo de regras, não queremos ser acusados e/ou penalizados de incumprimento.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

TEMPO DE MUDANÇAS


Como estamos em tempo de mudança, quer política, quer social, quer na Académica, resolvi alterar a minha fotografia neste blog por dois motivos. Primeiro prestar aqui uma homenagem a um Grande artista de Coimbra, que fez a minha caricatura, como a outroa amigos pertencentes a um grupo gastronómico, em segundo porque isto é arte, (não o modelo!) mas a pessoa que é muito querida, com quem partilho alguns convívios, com quem se discute ideias, que canta e toca de uma maneira espectacular e sentida, coisas dos nossos tempos, versos por ele criados, enfim um artista, na verdadeira aceção da palavra. Unem-nos laços de amizade, de sã camaradagem e momentos inesquecíveis. Dá pelo nome de José Daniel Abrunheiro. Como todo o artista que se preze, afasta-se uns tempos para continuar a sua obra, mas lá aparece, de vez em quando para convivermos mais um bocado.
É tempo de se alterar qualquer coisa, e eu resolvi mudar. Sou a mesma pessoa, com menos 4 anos (ainda usava bigode). Quando houver uma exposição deste artista de Coimbra, não percam. Vale a pena ver.
E depois disto aqui deixo o meu agradecimento ao Zé Daniel.
E continuo a ser o mesmo Vladimiro!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

AMIZADE

Pensar com Fernando Pessoa ...
Um dia...
Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:"Quem são aquelas pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Fernando Pessoa