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quarta-feira, 11 de julho de 2012

ISTO SIM É ACADÉMICA

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Académica e academia numa perfeita simbiose. Dificilmente aparecerá outro presidente que consiga congregar estas duas vertentes em torno da mesma causa. Para isso ser possível tem que se ser um líder. Até ao momento, apenas o Dr. Campos Coroa o conseguiu porque foi e é um verdadeiro líder que ama e respeita a Briosa e a sua história.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ETERNO PRESIDENTE


Antigo líder, regressa como candidato a dirigir a mesa da AG na lista de Maló de Abreu. Oftalmologista, com 56 anos e 40 de ligação à instituição, está preocupado com a destruição dos valores académicos.

domingo, 22 de maio de 2011

C. COROA CABEÇA DE LISTA PARA A AG

O candidato à presidência da Académica, Maló de Abreu, apresentou este Domingo (22.05.2011) o antigo líder da Briosa Campos Coroa, que se demitiu a 10 de Dezembro de 2002, como cabeça de lista para a Assembleia-Geral (AG).
"Pelo percurso que trilhou desde 1974, como membro da Comissão que lutou pela extinção da Associação Académica de Coimbra, por ter feito parte das direcções de Mendes Silva e Fausto Correia e como ex-presidente, é com enorme prazer que convidei Campos Coroa para presidente da AG", disse Maló de Abreu.
Por seu lado, Campos Coroa agradeceu e afirmou que se sentia muito honrado pelo convite e "em paz com a consciência academista", que outros, em tempos, tentaram denegrir.
"Candidatar-me ao mais alto lugar do clube significa servir a Académica, que é uma paixão a quem não podemos dizer que não".

Assim, Campos Coroa, que já dirigiu os destinos do clube, será o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, tendo a seu lado António Arnaut, Vítor Leonardo e João Marrafa, ao passo que Vladimiro Viana e Jacinta Rodrigues serão os suplentes.
Já no que ao Conselho Fiscal diz respeito, Paulo Almeida será o presidente, trabalhando a seu lado Manuel Martins e Hugo Queirós, com Rui Cruz e Nuno Martins como suplentes.
No momento em que divulgou os nomes destes dois órgãos, numa cerimónia que decorreu nos Jardins da Associação Académica de Coimbra, Maló de Abreu aproveitou para relembrar que vai até ao fim com a sua candidatura, quer ganhar, e não se mostra minimamente preocupado com o que é dito pela candidatura de José Eduardo Simões:

- O que posso garantir é que vou lutar até ao último voto nesta campanha, que quero que sirva para unir a Académica e todos os seus sócios e adeptos. Já sabia que não ia concorrer sozinho e que o meu opositor seria este. Tinha a certeza absoluta disso. Não quero comentar quaisquer declarações de membros da actual direcção, e a única coisa que digo é que é normal que haja pessoas desiludidas com este projecto e que o considerem esgotado. Aliás, precisamente por eu também entender que este projecto está esgotado é que sei que a actual direcção, caso ganhe as eleições, não terá apoios financeiros, pois está numa situação de emergência escondida. Por outro lado, nós temos um projecto, um programa, e vamos dar a volta a isto!
Logo mais, pelas 19 horas, é a vez de José Eduardo Simões anunciar os nomes que o acompanharam nas eleições aos órgãos sociais da Académica.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MOMENTOS INESQUECÍVEIS

Campos Coroa

“ Que o vinho escorra pelas gargantas para a festa durar até às tantas”

Campos Coroa, chorando convulsivamente, estava encharcado até aos ossos pelo banho a que foi sujeito pelos seus apaniguados. E antes de falar para O Jogo foi ajoelhar-se diante das claques da Académica, elevando as mãos ao céu, como que agradecendo o apoio à equipa durante a partida. “Isto é viver a Académica. Estes jovens merecem tudo porque nunca nos abandonaram. Estiveram sempre connosco, sobretudo nos momentos mais difíceis. A paixão corrói. Mas não há dinheiro nenhum do mundo que pague viver estes momentos. Quero continuar a vivê-los intensamente até que a paixão me corroa o corpo. Não me importo de sofrer como hoje [ontem]”.
Sobre o jogo, o presidente coimbrão limitou-se a dizer: “Este êxito é indiscutível. O lugar da Académica é na I Divisão. Podem ter a certeza que na próxima época continuaremos a chatear a cabeça aos grandes”. E fez uma revelação: “Para o ano iremos implementar o projecto do clube-escola, porque a força da Académica reside nos estudantes da Academia.”
Sobre o futuro de José Romão, que tem mais um ano de contrato com a Académica, Campos Coroa deixou algumas dúvidas no ar: “Eventualmente, pode continuar. Mas também pode vir um novo treinador. Tudo depende de chegarmos, ou não, a um acordo financeiro com José Romão”.
A terminar, Campos Coroa salientou: “Este momento tem o mesmo sabor da subida à I Divisão, na época passada. Foi, talvez, mais sofrido. Agora, espero que o vinho escorra pelas gargantas, para que a festa dure até às tantas”.
S.L.(transcrição do jornal O Jogo)


Estávamos no final da época 97/98 e a Briosa conseguia garantir a manutenção num jogo frente ao D. de Chaves, treinado pelo Álvaro Magalhães. Como muitos, também fiz questão de estar presente e dar todo o meu apoio. No final, tal como o presidente, as lágrimas também escorreram pela cara abaixo de muitos amantes da Académica ali presentes. Que o diga o Luís Borges e eu mesmo, abraçados com as lágrimas a saltarem-nos dos olhos. Foi uma sensação única. Isto sim, era viver e sentir Académica.

domingo, 17 de abril de 2011

DÁRIO MONTEIRO


Acompanha a carreira da Académica na Liga?
Acompanho sempre a Académica. A Associação Académica de Coimbra foi a minha família em Coimbra desde os 18 anos. Desejo que alcance os objectivos, incluindo a final da Taça de Portugal.

Quem mais o marcou na passagem pela Académica?
Destaco o doutor Francisco Soares (foi mais do que um pai para mim), o doutor
João Moreno, o doutor Barros, o doutor Coroa, enfim… fui sempre muito querido na Briosa. Sinto que fui e que sou especial para as pessoas de Coimbra e para todas as que seguem à Académica. Sinto um enorme orgulho por isso, pois foi em Coimbra que cresci como desportista e como homem.

Visita Coimbra regularmente?
Tenho muitos amigos, um apartamento e muitas recordações positivas. Adoro a cidade, combina comigo. Sou calmo e reservado. Claro que não esqueço a agitação na altura da Queima das Fitas, mas Coimbra é, na maioria dos meses do ano, uma cidade tranquila. Gosto muito.
ex-jogador da Académica.

Mesmo com alguns dias de atraso, não podia deixar passar em claro a entrevista que o "Homem golo" da Briosa deu à revista "C". Se dúvidas existissem, aqui está ele novamente a declarar o seu eterno amor à nossa Briosa e à cidade de Coimbra. Um abraço!

sábado, 16 de abril de 2011

O ETERNO PRESIDENTE

AO MICROSCÓPIO
O que é feito de si?

O ANTIGO PRESIDENTE DA ACADÉMICA LEMBRA OS TEMPOS EM QUE RECEBIA OS DIRIGENTES ADVERSÁRIOS NAS REPÚBLICAS E A EQUIPA ERA COMPOSTA POR ESTUDANTES TEXTO VASCO GARCIA FOTO PEDRO RAMOS

Custou-lhe muito a eliminação da Taça?
Obviamente. Acho que a equipa da Académica deveria ter sido mais ambiciosa, deveria ter arriscado mais e mais cedo.

Custou mais por ter sido contra o V. Guimarães?
Muito mais!

Falta espírito à equipa?
Para mim, a Académica não é compaginável com o entendimento que a actual direcção tem. Eu recebia os dirigentes adversários nas repúblicas de estudantes. Cheguei a ter 21 estudantes na equipa. Para representar a Academia, a AAC-OAF deveria ter jogadores como o Rocha, o João Campos, o Mickey, o Marcelo…. Isto faria com que os colegas das diferentes faculdades fossem ao futebol para os ver jogar e faria com que a Academia se aproximasse mais do clube.

O actual presidente deveria demitir-se?
A sua consciência determinará o que deverá fazer.

Foi presidente da Académica durante sete anos. O que guarda desse tempo?
Foram tempos óptimos. Altamente prejudiciais do ponto de vista profissional; mas extremamente gratificantes, porque fiz aquilo de que gostava e construí uma equipa com bastantes estudantes universitários, que estudavam e acabavam os cursos. Sinto-me recompensado por isso. Isso é que é a Académica.

Saiu em 2002, não da melhor forma, com salários em atraso. O que falhou?
É muito simples. A AAC-OAF tinha um contrato com o Casino da Figueira. Nessa altura, nós tínhamos mais uns meses de contrato nesse ano e mais anos de contrato. Eu fui ao Casino da Figueira dizer que precisava do dinheiro todo até ao fim do ano, para poder pagar os vencimentos. Depois de a administração do Casino ter confirmado que depositaria mensalmente aquilo a que a Académica tinha direito na conta que a Académica dissesse e de ter uma livrança a garantir a operação, assinada por mim, pelo director financeiro e outros dirigentes, fui à sede do banco e disseram-me que não havia qualquer problema. Isto numa Terça-feira. Eu esperei até Sexta-feira. Chamei os atletas e dei-lhes o cheque para pagar, pelo menos, parte da dívida de cada um. Enquanto houve dinheiro na conta, foi pago, quando acabou o dinheiro na conta recebi uma chamada do senhor Rui Alegre a dizer que não podia fazer a operação. Face a isto, os cheques que os atletas meteram ficaram sem cobertura. E eu já não tinha tempo de ir buscar a documentação que estava no Porto e meter noutro banco qualquer, que faria, com certeza, esse desconto.

E saiu por causa disso?
Obviamente. Eu tenho vergonha na cara!

O que tem feito desde então?
Tenho-me dedicado à minha actividade profissional. Sou médico oftalmologista. Exerço em Coimbra, Figueira da Foz, Góis, Arganil, Tábua, Pampilhosa da Serra, Mortágua, Fornos de Algodres…

Nunca pensou em sair de Coimbra?
Tive hipótese de me transferir para Faro, mas gorou-se porque uma vaga na Figueira da Foz não foi ocupada e eu fui para lá. Se soubesse que o meu pai iria falecer dois anos depois, nunca teria ocupado essa vaga e não teria sido presidente da Académica. Mas a vida é assim. E Coimbra tem um encanto particular; conquista-nos de tal maneira que, mesmo quando saímos, a saudade magoa e faz-nos voltar.

Continua a acompanhar a Académica?
Claro. Se a Académica tivesse uma secção de berlinde eu acompanhava e apoiava a Académica.

Esta entrevista dada pelo Dr. Campos Coroa à Revista C, publicada no dia 07 de Abril de 2011 e aqui transcrita, serve para dar a conhecer aos mais distraídos e àqueles que por qualquer razão não terão acesso à revista em causa, alguns factos ocorridos naquela altura de difícil e dramática "governação" deste clube. Como diz o povo, "atrás de mim virá, quem de mim bem dirá". Desta forma, os maquiavélicos que orquestraram e montaram todos os cenários possíveis e imaginários para derrubar o então presidente Dr. Campos Coroa, estarão hoje de consciência bem pesada, face ao mal que estão a fazer à Académica e ao seu bom nome. Uma das muitas diferenças relativamente aos dias de hoje, e provavelmente a mais importante, é que na altura a "vergonha na cara" falou mais alto. Hoje, atributos como esse, parecem não fazer parte da estrutura de alguns homens.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ABRAÇO AMIGO


Mãe

Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga, in 'Diário IV'

Como Mulher de Cultura, aqui fica a nossa singela homenagem, recordando este lindíssimo poema de Miguel Torga que dedicamos ao nosso querido amigo Dr. Campos Coroa nesta hora de pesar. Forte abraço!


domingo, 1 de agosto de 2010

DR. CAMPOS COROA


No editorial deste suplemento do jornal Público, dedicado a Coimbra, além da referência à entrevista do Presidente do CA da Instituição AIBILI, Prof. Doutor José Cunha-Vaz, surge a indicação de "...um "Especial de Saúde e Bem-Estar" que reúne um conjunto de interessantes depoimentos, entrevistas e artigos de opinião, de ilustres profissionais de saúde, versando os mais diversos temas." Como já se aperceberam, no seio de tão ilustres profissionais, podemos destacar o nosso amigo Dr. José E. Campos Coroa que de uma forma
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simples e descomplicada nos define o significado de uma Catarata, os seus vários "tipos" e todos os passos a dar até à resolução do problema.
Assim, foi com muita satisfação que o vimos, mais uma vez, a fazer parte daqueles que possuem qualidades notáveis no desempenho da sua profissão.