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sexta-feira, 25 de março de 2011

O FARSOLA


Miguel Portas em entrevista à Antena 1 afirma que "Passos Coelho tem a coluna vertebral de um caracol" e que não passa de um "farsola". Ouça aqui. Já agora, valerá a pena ouvir mais esta, a que o jornal Público faz hoje referência na sua edição, através das declarações do deputado João Semedo, que transcreve uma afirmação do livro de P. Passos Coelho "Mudar". Enfim, como diz o povo "pela boca morre o peixe".

terça-feira, 22 de março de 2011

A MORTE DE UM COMUNICADOR


Artur Agostinho

1920 - 2011

Nasceu em 25/12/1920 e tem uma longa carreira em diversas áreas da Comunicação Social. Começou, em 1938, na Rádio Luso e passou pela Voz de Lisboa, Clube Radiofónico de Portugal, Rádio Peninsular, Rádio Clube Português, Rádio Renascença e, por último pela Emissora Nacional onde se fixou na área desportiva, marcando presença em numerosas competições europeias e mundiais de futebol e hóquei em patins e nos Jogos Olímpicos de Helsínquia, Roma e Tóquio. Como jornalista, colaborou em “A Bola” e “Record”, de que foi director e onde mantém uma coluna de opinião. Escreveu para “O País”, “Tribuna”, “Norte Desportivo” e “Mundo Português” do Rio de Janeiro.

Participou nos filmes “Capas Negras”, “Leão da Estrela”, “Sonhar é fácil”, “Cantiga da Rua”, “Encontro com a Vida”, “Dois dias no Paraíso”, “Tarzan do 5º esquerdo” e na produção luso-brasileira “Fado”. Na RTP, apresentou e produziu programas dos mais variados géneros e, na SIC e TVI, foi intérprete de novelas e séries. Viveu 6 anos no Brasil onde colaborou na Rádio Globo, fundou o semanário “Portugal Esportivo” e escreveu dois livros. Posteriormente, publicou “Ficheiros Indiscretos” (memórias) e os romances “Abutres”, “Ninguém morre duas vezes” e “Bela, riquíssima e, além disso, viúva”. Fundou e dirigiu, durante 52 anos, a Agência de Publicidade “Sonarte” e é membro do Grupo Stromp. Às numerosas distinções e Prémios de Carreira que lhe têm sido atribuídos, acrescentou em 2010, ao completar 90 anos, o “Globo de Ouro / Mérito e Excelência, instituído pela SIC e pela “Caras” e a Comenda da Ordem Militar de Santiago da Espada, atribuída pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O G. REDES DO BENFICA E J. JESUS GOZADOS PELOS JORNALISTAS



vídeo retirado do YouTube

O Guarda Redes do Benfica, Roberto é o alvo preferido dos jornalistas da Sport Tv que estão a acompanhar o jogo que o Benfica fez em Albufeira contra o Sunderland. Estes jornalistas, que pensavam estar em voz-off, desancam o infortunado atleta, ao ponto da piada servir como abertura de emissão "Boa noite, hoje não há frango à Roberto" ou "...ele só joga em Janeiro! Ele é daltónico e não vê bem a bola" ou ainda "...eu pensava é que ele tinha chumbo nos pés, ferraduras que ele não consegue sair aos cruzamentos". Jorge Jesus também não passou incólume às piadinhas destes jornalistas e até lhe chamaram "Jasus" e "...cavalo branco". Vejam o vídeo a partir de 1'57'' e tirem as vossas conclusões. Entretanto, pode ler o comunicado do SLB, repudiando estes comentários. Enfim, são os profissionais (?) que temos.
NOTA: Na sequência da divulgação do vídeo na internet, a Sport Tv emitiu um comunicado respeitante a este assunto.

terça-feira, 27 de abril de 2010

"ENCURRALADOS"

De uma forma geral, no nosso país, a comunicação social é, para muitos dos seus profissionais, uma espécie de “chapéu de abas largas” onde tudo se pode fazer e dizer, com mais ou menos sensacionalismo, sem sair beliscado e antes protegido. Há quem arrisque dizer que é por essas e por outras que de um momento para o outro, parece que todo o mundo virou jornalista. Existem para todos os gostos. Temos aqueles com licenciatura universitária mas que não sabem distinguir, por exemplo, “cotas” de “quotas” e outros com a “licenciatura” que a vida lhes deu que, além dos constantes “pontapés na gramática”, ouvir a sua dicção e os seus impropérios é, muitas vezes, um acto de “coragem” e sacrifício. O melhor exemplo para ilustrar tudo isto, chama-se Luís Carlos Melo e é a voz dos relatos de futebol da Briosa, da Rádio Regional do Centro.
Este senhor, que se diz ser um fervoroso adepto da Académica, continua a demonstrar alguma incapacidade de comunicação para aqueles que costumam ouvir atentamente os relatos de futebol da Briosa. Nada me move contra ou a favor do cidadão LCM mas, o seu comportamento nos directos da RRC, demonstra pouco profissionalismo e…muita paixão pelo microfone e pelas audiências.

O relato do Leixões – Académica deste último Domingo foi, uma vez mais, o exemplo da postura que um profissional da comunicação nunca deve ter. Este senhor, repetidamente e ao longo do relato, afirmou que: “…André Villas Boas está a caminho do norte…” ou “…está a caminho do Minho…” ou, ainda, “…a AVB restam dois jogos à frente da Académica…”, etc, etc. Depois do assédio por que passou o treinador, relativamente ao possível ingresso no Sporting vem este senhor, qual “profeta da verdade absoluta” debitar vitupérios, sem que nada lhe aconteça. Depois, como se não bastasse e face ao volume de jogo e à pressão exercida pelo Leixões no meio-campo da Académica, este pseudo radialista tem mais esta tirada: “A Académica está encurralada no seu meio-campo…”. Bem, esta afirmação é gravíssima. Este senhor devia perceber que em futebol não há equipas “encurraladas”, poderão haver equipas pressionadas pelo seu adversário porque, quem se recolhe em currais, são os outros…animais. Na verdade, substantivar ou adjectivar, não está ao alcance de qualquer um. Seguidamente, a poucos minutos do fim da partida, parecia estar desejoso que aquela a que já chamámos “Síndrome dos Pontos Perdidos” voltasse a “atacar” a Briosa, ou seja, que a Académica voltasse a sofrer golos nos instantes finais e, quem sabe, perder mais pontos. Inqualificável! Quem ouviu, percebeu isso, claramente!

Neste contexto, se é, como dizem, adepto da Académica, será caso para dizer que a Briosa com adeptos deste calibre, não precisa de inimigos pois eles partilham a sua casa. Afinal, relatar um desafio de futebol, não deve ser mais do que dar a conhecer todas as incidências do próprio jogo. E não vale a pena vir refugiar-se no argumento da isenção e do profissionalismo (?) pois esses devem ser os atributos primeiros e imprescindíveis ao bom desempenho de qualquer actividade.

Concretizada que está a manutenção da Briosa, provavelmente, quem precisava de estar “encurralado” e sem ter hipóteses de pegar no microfone para narrar fosse o que fosse, libertando dessa forma os ouvintes, era o senhor Luís C. Melo.

[Dr. Kanelada]
27.04.2010